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Os objetivos do novo programa de recuperação fiscal da prefeitura de Blumenau

No discurso oficial da prefeitura de Blumenau, a criação do programa de recuperação fiscal Renovar, oficializada na manhã desta quarta-feira na presença de representantes de entidades empresariais e da imprensa no gabinete de Napoleão Bernardes (PSDB), representa uma oportunidade para o contribuinte, em um cenário de grave crise econômica, quitar taxas e impostos como IPTU e ISS em aberto.

Quem aderir à iniciativa a partir do dia 5 deste mês ganha um benefício: se livrar dos juros e da multa gerada pelo atraso no pagamento dos tributos, restando apenas o valor original do débito acrescido de correção monetária (reposição da inflação). Isso, no entanto, vale para quem pagar a dívida em cota única. O blog já havia antecipado o funcionamento do programa.

Na prática, porém, o objetivo do Renovar não é apenas dar uma colher de chá aos devedores. A prefeitura vê aí também uma fonte de receita em tempos de arrecadação crítica. A ideia de instituir um novo programa de recuperação fiscal – o governo Napoleão já havia adotado ação semelhante em 2013 – vinha sendo estudada há algum tempo, mas enfrentava certa resistência interna. Afinal, a medida tem potencial para soar antipática diante de quem quita suas obrigações em dia.

O secretário de Gestão Financeira, Roni Wan-Dall, admite o receio e revela que a pasta chegou a estudar não isentar integralmente a multa decorrida do atraso. A necessidade de o dinheiro pingar no caixa o quanto antes, ainda em 2017, fez o governo recuar.

A prefeitura estima recuperar algo em torno de R$ 15 milhões com o Renovar, cuja adesão poderá ser feita até 29 de setembro. Se entender que for necessário, o Executivo pode prorrogar o programa por mais 90 dias. Os recursos arrecadados serão usados para bancar despesas de custeio, principalmente a folha salarial dos servidores.

Ao contrário da edição passada, a possibilidade de parcelamento foi descartada desta vez. O secretário Roni Wan-Dall usa um dado estatístico para justificar: pelo histórico, cerca de 80% dos contribuintes que negociam uma dívida em até 96 vezes deixam de honrar o compromisso a partir da 13ª parcela. Como há urgência por recursos, a opção foi estabelecer a cota única para garantir o benefício da isenção de juros e multa.

Entenda o programa

— O Renovar é um programa de recuperação fiscal que permite ao contribuinte, seja ele pessoa física ou jurídica, quitar seus débitos junto ao município sem multas ou juros. Para ter direito a essas isenções, o pagamento deve ser feito à vista, em cota única.

— O prazo de adesão começa no dia 5 de junho e vai até 29 de setembro. O programa pode ser prorrogado por mais 90 dias.

— Podem aderir todos os contribuintes com débitos junto ao município e aqueles que já estão quitando as dívidas pela modalidade de pagamento parcelamento.

— A expectativa da prefeitura é recuperar um valor estimado em R$ 15 milhões.

— Os pagamentos devem ser feitos por meio de emissão de guias pelo Portal do Cidadão (www.blumenau.sc.gov.br/cidadao), pessoalmente na Praça do Cidadão e na sala de atendimento da Dívida Ativa, localizada no térreo da prefeitura, das 8h às 17h.

— Podem ser pagos pelo Renovar débitos referentes a IPTU, ISS, alvará e contribuição de melhoria. Débitos protestados, parcelados ou com recursos administrativos, devem ser pagos pessoalmente.

— Mais informações com a gerência de cobrança pelos telefones 3381-6929 e 3381-7523.

 

FONTE: http://wp.clicrbs.com.br/pedromachado/2017/05/31/os-objetivos-do-novo-programa-de-recuperacao-fiscal-da-prefeitura-de-blumenau/?topo=77,2,18,,,77 – Blog Pedro Machado

COMO ABRIR UMA EMPRESA

Veja as providências que devem ser tomadas desde antes da elaboração do contrato social até a inauguração do empreendimento

Para abrir um negócio no Brasil, o empreendedor tem de percorrer cinco órgãos públicos no mínimo, alguns deles pessoalmente. Ficar atento a esse passo a passo desde o início pode simplificar o processo e evitar dores de cabeça mais adiante. Vale, por exemplo, consultar a situação dos potenciais sócios, pesquisar a disponibilidade do nome do futuro empreendimento e verificar se o imóvel onde ele irá funcionar está regularizado na prefeitura e se a atividade pretendida pode ser exercida no local.

Cogite também dispor de um advogado ou contador durante a elaboração do contrato social, que podem definir a melhor tributação para o negócio em função da natureza jurídica e do ramo de atividade. No infográfico a seguir, saiba como abrir sua empresa de forma mais simples e consciente de cada etapa do processo.

Acesse o site http://revistapegn.globo.com/Como-comecar/noticia/2013/12/como-abrir-uma-empresa.html e siga os passos de iniciação de um negócio.

FONTE: http://revistapegn.globo.com –  Por Lara Silbiger / Ilustrações e animação de Bruno Tomazelli

Vale lembrar que o acompanhamento de uma Assessoria pode engajar o seu negócio através de orientação adequada.

7 ‘MANCADAS’ QUE VOCÊ DEVE EVITAR EM UM ALMOÇO DE NEGÓCIOS

7 “MANCADAS” QUE VOCÊ DEVE EVITAR EM UM ALMOÇO DE NEGÓCIOS

Ao convidar um parceiro ou cliente, você não pode se comportar como se estivesse em um encontro casual

No mundo corporativo, o almoço nem sempre é um momento de descanso. Na verdade, a refeição pode ser o palco de momentos significativos para o seu negócio.

Não que o almoço em si seja crucial – apesar de uma boa alimentação ser essencial para os empreendedores – mas os encontros com parceiros e clientes podem definir o futuro de uma empresa.

Por isso, almoços de negócios não podem ser encarados como um encontro casual. Só que, ao entrar no restaurante, você não estará em uma reunião. Ou seja, uma certa informalidade cai bem. O site da revista “Inc.” fez um artigo sobre quais são os deslizes mais cometidos à mesa. Saiba quais são e evite-os:

1. Não “quebrar o gelo”
Você se senta à mesa com seu acompanhante para falar de negócios. Mas você não pode ir direto ao ponto, pois tal postura pode parecer rude. Pergunte sobre a família, viagens e novidades na vida do seu interlocutor. Outra vantagem de “quebrar o gelo” é que você deixa a pessoa mais à vontade para os assuntos que vêm a seguir.

2. “Atacar” o prato
O almoço foi feito para que comamos, claro. Só que você foi ao restaurante a trabalho e – infelizmente, para muitos – é preciso dividir a atenção entre a comida e seu convidado. Não deixe a comida distraí-lo do principal objetivo do encontro, que é firmar parcerias importantes para seu empreendimento.

3. Não fazer contato visual
Este é um dos efeitos colaterais sentidos por quem vai com muita fome ao prato. Ao dar atenção total à comida, você deixa de olhar nos olhos do seu acompanhante. De acordo com o artigo, o contato visual é importante no esforço de conquistar a confiança de alguém.

4. Ser polêmico
Vale repetir: ao “quebrar o gelo”, aposte em assuntos mais amenos. Não vá falar de política e de temas mais espinhosos. Apesar de o encontro ser profissional, alguma discordância pessoal pode impedir, por exemplo, que um acordo seja fechado entre as partes.

5. Ser íntimo demais
Entenda que “ser simpático” é diferente de “tentar ser amigo”. Há assuntos, de cunho pessoal, que não devem ser trazidos à tona. Da mesma forma, assuntos corporativos, mas estratégicos demais, ficam de fora. Você está no almoço para fazer negócios, não para ser inconveniente.

6. “Puxar o saco” de uma pessoa só
Dica importante para almoços com mais de duas pessoas. O artigo afirma que uma tática importante para conquistar a confiança de alguém é por meio de elogios. Porém, não o faça – ou não direcione os afagos para um único participante – quando a mesa estiver cheia. Isso pode gerar ciúme entre os outros envolvidos no encontro.

7. Cruzar os braços
Sua linguagem corporal é tão (ou mais) importante que as palavras que você diz. Ao cruzar os braços, você passa a impressão de que está fechado para novas ideias. Por isso, mantenha as mãos abertas e os braços longe de seu tronco, para mostrar que você está a fim de ouvir o que seu convidado tem a dizer.

FONTE: Redação Pequenas Empresa & Grandes Negócios

A síndrome da superioridade ilusória. Os profissionais de palco.

A síndrome da superioridade ilusória. Os profissionais de palco.

Desde tempos remotos personalidades como Sócrates, Darwin, Russell, Santo Agostinho e até  Thomas Jefferson, entre outros, tem alertado a humanidade sobre o a ignorância e as suas características.

“Só sei que nada sei” de Sócrates (o filosofo grego). À medida que vamos acumulando experiência sobre um assunto, vamos percebendo o quanto ainda temos para aprender sobre ele.

“Charles Darwin disse que “a ignorância gera mais frequentemente confiança do que o conhecimento”. Isto é, quanto menos sabemos de um determinado assunto maior a tendência para pensarmos que sabemos tudo.

No século XX, o filósofo inglês Bertrand Russell escreveu: “O problema com o mundo é que os estúpidos são excessivamente confiantes, e os inteligentes são cheios de dúvidas”

É um pouco o reverso da medalha do que disse Santo Agostinho com “o reconhecimento da própria ignorância é a primeira prova de inteligência”

“He who knows most, knows best how little he knows” – Thomas Jefferson

René Descartes “Daria tudo que sei por metade do que ignoro”

Dunning e Kruger dois psicólogos da Universidade de Cornell estudaram este fenômeno e realizaram experiências até enunciar a sua hipótese conhecida como o efeito Dunning-Kruger. Para eles este fenômeno é um distúrbio cognitivo pelo qual indivíduos que possuem pouco conhecimento sobre um assunto acreditam saber mais que outros mais bem preparados,  porém esta própria incompetência os restringe da habilidade de reconhecer os próprios erros. Estas pessoas sofrem de superioridade ilusória.

Numa sociedade onde a forma se valoriza mais do que o conteúdo a gente pode terminar contratando ou seguindo os conselhos de um suposto especialista “incompetente” que aparenta saber muito, tomando decisões erradas e chegando a resultados catastróficos.

Os portadores dessa síndrome receberam de Dunning o carinhoso apelido de “idiotas confiantes”. “Os incompetentes são frequentemente abençoados com uma confiança inadequada, afiançada por alguma coisa que, para eles, parece conhecimento.”

Este tipo de pessoas falham em:

  • reconhecer sua própria falta de habilidade e as suas limitações;
  • reconhecer as habilidades genuínas em outras pessoas, pessoas que não escutam;
  • reconhecer a extensão de sua própria incompetência;
  • reconhecer e admitir sua própria falta de habilidade, depois que forem treinados para aquela habilidade.

Os verdadeiros especialistas raramente se referem a eles como tal e são substancialmente mais modestos do que aqueles que assim se intitulam.

Os verdadeiros especialistas sabem que ainda têm um longo caminho a percorrer até o serem, se é que algum dia o serão. Sabem que haverá sempre quem seja melhor e pior do que todos nós em todas as atividades e que, por isso, devemos evitar os rótulos.

Todos nós reconhecemos ou vivenciamos uma situação semelhante. Afinal, quem nunca se deparou com alguém, totalmente ignorante em alguma área do conhecimento, que nunca leu nada sobre o assunto, agir como um sábio e tentar refutar ou debater ideias bem estabelecidas, conhecidas e elaboradas por estudiosos e talentosos especialistas?

Isso em educação é um clássico, muitos profissionais muito reconhecidos são péssimos professores, acontece que o fato de conhecer os conteúdos da sua área de estudo não faz deles especialistas em educação e muito menos bons professores.

Vivemos na sociedade do conhecimento e no império da complexidade onde o todo de qualquer cenário de atuação é muito mais do que a somatória das partes, e o conhecimento é considerado como algo transitório. Por esse motivo, esta sociedade tem como característica fundamental a reflexão, que é considerada como uma porta aberta a mudança e ao reconhecimento de que o que ontem dávamos por sabido amanha pode ser  considerado um completo erro.

Ou o que é bom e certo num contexto pode ser um completo desastre em outro contexto, algo que os ignorantes de plantão nem sequer reconhecem já que não desenvolveram a sua capacidade de reflexão.

Uma sociedade onde o diálogo, a capacidade de escutar e de duvidar são os métodos por excelência para crescer e aprender a aprender; quando nos abrimos a escutar e a refletir é como se pedíssemos emprestada a mente dos outros cheia de conhecimentos e experiências para nos enriquecer.

Lamentavelmente nesta sociedade nos deixamos guiar pela aparência. E as aparências enganam.

Tanta é a quantidade de conhecimento que circula na sociedade atual que ao invés de reconhecer as nossas limitações e nos associarmos com outras pessoas que sabem o que não sabemos para completar-nos terminamos perdendo a capacidade de reconhecer os nossos limites.

Lamentavelmente possuir um titulo, seja de uma universidade nacional ou estrangeira reconhecida não configura nenhuma garantia de conhecimento, e o que é pior encontramos muita gente ocupando cargos de altíssimo nível que não entendem do que falam e que ficam possuídos com gente que pensa diferente, os ignorando e até combatendo.

Existem hoje muitos profissionais de palco como diz Felipe Machado, que são bons para apresentações, emocionam e cativam o público, mas que em muitos casos não teriam conteúdo a agregar além de frases de efeito e ideias vazias.

Uma coisa é certa somos todos aprendizes e mestres, ao mesmo tempo, quando nos topamos com profissionais cheios de si que se apresentam como gênios é um bom momento para começar a duvidar já que ninguém, ninguém sabe tudo.

Uma das qualidades mais importantes de um profissional hoje é aprender a aprender e isso só se consegue com humildade, aprendendo a escutar.

FONTE: Prof. Dr. Daniel Luzzi – www.linkedin.com

10 dicas sobre como negociar com quem só quer levar vantagem

10 dicas sobre como negociar com quem só quer levar vantagem

Uma pessoa só pode se considerar um negociador de alto nível se for capaz de identificar e se sair bem diante das táticas e artimanhas empregadas por quem só quer levar vantagem. Assim, é básico conhecer todos os artifícios utilizados e ter consciência de que quem só quer levar vantagem adota dois princípios básicos. O primeiro é uma frase de Ashleigh Brilliant, “Eu sempre ganho, você sempre perde. Não há nada mais justo do que isto”. O segundo é a 1ª. Lei de Roger que é: “jamais pecar contra o décimo primeiro mandamento, que é não ser pego”. Isto significa que quando alguém que só quer levar vantagem diz que uma negociação foi ganha/ganha é porque ganhou em dobro. Portanto, em termos práticos, é preciso ter cuidado com o que é denominado como “falso ganha/ganha”, em que uma pessoa perdeu, mas saiu acreditando que o acordo foi um verdadeiro ganha/ganha. É por isto que, nos meus cursos de negociação, eu só falo de ganha/ganha depois de ter apresentado as duas categorias básicas de táticas utilizadas por quem só quer levar vantagem, que são as falcatruas e as táticas de fragilização do estado mental e emocional.

Vamos apresentar dez destas táticas, alertando que o repertório que pode ser utilizado é bastante extenso.

O falso acordo

Em 1938, Neville de Chamberlain, então primeiro ministro do Reino Unido, chegou a Londres, voltando de Munique, exibindo um acordo que havia feito com Hitler, sobre a questão dos Sudetos da Tchecoslováquia. Este acordo concedia à Alemanha a região dos Sudetos, que Hitler alegava ser um território que havia sido tomado da Alemanha. Em troca, Hitler garantia que não tinha nenhuma outra pretensão territorial e que, portanto, a paz na Europa, que Chamberlain tanto almejava, estava garantida. Mas o que aconteceu é que, menos de um ano depois, a Alemanha invadiu a Polônia. Portanto, o acordo que Hitler assinou, e que Chamberlain mostrou como sendo um êxito da sua negociação, não valia nada.

O que é inacreditável, nesta negociação, foi o número de erros cometidos por Chamberlain em todas as etapas do processo de negociação, a começar pela péssima preparação. Mas, o pior de todos, foi não ter levando em conta que a negociação não acaba quando o acordo é firmado, mas sim quando é cumprido, e que se o transgressor não puder ser punido, o acordo não vale nada. De qualquer forma, é sempre bom lembrar que é assim que se compra gato por lebre.

Surpresa final

Uma equipe de vendedores brasileiros estava negociando com compradores estrangeiros que falavam um idioma bastante difícil. Depois de vários dias de negociação, os compradores informaram que aceitavam as condições a que se havia chegado e que, portanto, os termos do acordo estavam definidos. Assim sendo, marcaram uma reunião tão somente para formalizar o que havia sido acordado. Quando os vendedores chegaram para a reunião, veio a surpresa. Os compradores alegaram que haviam estudado melhor a questão e que só fechariam a compra caso os vendedores concedessem um desconto de mais trinta por cento.

A falsa negociação

Um executivo foi procurado por um headhunter, com uma proposta irrecusável, para ocupar um alto cargo em outra empresa. Na reunião de negociação, para definir as condições de admissão, notou que eram feitas muitas perguntas que não tinham nada a ver com as suas competências e os termos do contrato, mas com estratégias e procedimentos da empresa em que trabalhava. O que aconteceu depois é que não foi chamado para ocupar o cargo e o pretenso headhunter sumiu. Esta foi tão somente uma tática usada por um concorrente para obter informações sobre estratégias e procedimentos da atual empresa do executivo.

Ameaça e intimidação

Um vendedor ia participar de uma licitação, para informatização hospitalar, com uma proposta extremamente competitiva. Antes da reunião para apresentação das propostas, recebeu uma ligação telefônica em que a pessoa mostrava conhecer inúmeras informações sobre sua vida pessoal, como a escola de seus filhos e o local de trabalho da esposa. A intimidação foi: ou você se retira do processo de licitação ou você não sabe o que vai acontecer com seus familiares.

Mocinho e bandido

É uma tática bastante conhecida, mas ainda empregada e, por incrível que possa parecer, com sucesso. Na realidade, são dois bandidos, mas só que um se apresenta sob a capa de bom moço. Uma variante de mocinho/bandido é a do sócio invisível. Quem negocia é uma ótima pessoa, mas ela tem um sócio que é intransigente. E este sócio intransigente é inacessível. Às vezes, este sócio intransigente é uma norma ou um procedimento que não pode ser mudado.

O menosprezo

O objetivo do menosprezo é atingir o ego e a autoimagem da outra pessoa e colocá-la num estado mental e emocional fraco de recursos. Um brasileiro foi negociar na Inglaterra e a primeira coisa que o negociador inglês disse foi: “Como é, ainda estão matando muito índio no Brasil?”. A mensagem que estava embutida na pergunta era: você é de um país inferior, logo você é inferior. Existem muitas formas de menosprezo. Uma delas é jogar iscas com palavras difíceis que a pessoa provavelmente não saiba o significado. E quando se pergunta pelo significado daquela palavra, vem o menosprezo: “Como você não sabe o que xyz significa? Qualquer idiota sabe o que xyz quer dizer”.

Coitadinho

É uma tática para gerar sentimento de culpa no outro. Ela aparece sob a forma de expressões como: “você está querendo arruinar a mim e minha empresa. Pense no número de pessoas que vão ficar desempregadas e nas famílias que não vão ter dinheiro para comprar alimento”. Havia até uma empresa que tinha um especialista em chorar. Sempre que preciso o que diziam era: chama o chorão que ele resolve. É por isto que há quem diga que quem tem pena do coitado fica no lugar dele.

Criação de dependência

É lançada uma isca, como por exemplo, um preço muito baixo para se adquirir alguma coisa. Mas depois fica-se dependente da manutenção e de outras coisas como peças de reposição e sobressalentes e é aí que vêm a exploração. A isca para a dependência é sempre alguma coisa extremamente atraente e é baseada na tomada de decisão com uma visão de curto prazo, sem que se vejam as consequências negativas da decisão a médio e longo prazo.

Situação estressante

Consiste em criar uma situação para deixar o outro em estado mental e emocional fraco de recursos. Existem inúmeras formas de ser feita, entre elas, deixar o outro esperando por horas e horas, fazer reuniões desgastantes que não acabam nunca, colocar a temperatura da sala num nível extremamente desagradável – ou muito quente ou extremamente fria. O fato é que não existem limites para o número destas táticas, a não ser o da imaginação de quem quer utilizá-las.

A falsa confiança

Uma pessoa, ou uma empresa, cria condições para que se acredite que seja extremamente confiável. E, uma vez feito isto, vem o golpe. A questão da confiança é bastante delicada pois, quem não confia de forma alguma, acaba não negociando. Existem muitas táticas que são adotadas, sendo uma delas um golpe chamado de “pato da arara”. Um cliente novo, que não era conhecido, negocia um pedido bastante bom, em condições que parecem bastante favoráveis. Verifica-se o CGC e as empresas com quem opera. Checam-se as referências e constata-se que não há títulos protestados. Só há pontos positivos. Melhor impossível. Entretanto, na hora de receber o pagamento, quando do vencimento da fatura, nada acontece. A empresa sumiu. Para dar este golpe uma quadrilha compra uma empresa inativa, com folha limpa na praça, e aluga um escritório e um galpão para servirem de fachada. A partir daí, faz muitas encomendas. As araras costumam bater asas entre 30 e 45 dias. Em geral, este golpe pega quem não faz uma análise aprofundada das informações e não toma os cuidados necessários para o caso de novos clientes, sobretudo aqueles que fazem pedidos muito generosos. Ou seja, quando a esmola é muita, o santo desconfia.

O que fazer diante de quem só quer levar vantagem?

Assim sendo, é fundamental que você conheça muito bem o repertório de táticas e as variantes que são usadas por quem só quer levar vantagem. É preciso saber analisar com profundidade toda a situação para saber se estamos diante de uma ameaça ou se, apesar de tudo, estamos diante de uma grande oportunidade. E, acima de tudo, não perder a cabeça, pois isto pode fazer parte do jogo da outra pessoa, como fez o italiano Materazzi com o francês Zidane, na Copa do Mundo de Futebol de 2006.

Tenha um procedimento baseado em três perguntas essenciais: 1) Nesta situação existe uma oportunidade de atendimento dos meus interesses, necessidades e expectativas? Se a resposta for não, retire-se da negociação. Se a resposta for sim, prossiga; 2) Posso aproveitar? Se a resposta for não, retire-se. Se a resposta for sim, prossiga; 3) Como posso aproveitar? Se você encontrar um procedimento adequado e seguro, prossiga. Caso contrário, retire-se.

De qualquer forma, tenha presente que os bons negociadores estão preparados para o que der e vier e têm como um princípio importante o que já dizia Benjamin Franklin por volta de 1750: “Quem não leva a sério a preparação de algo, está se preparando para o fracasso”. Portanto, é preciso saber que a preparação é fundamental, mas só isto não basta, pois, acima de tudo, é preciso saber muito bem como se preparar para se chegar à excelência numa negociação. Foi para isto que criei várias tecnologias como a Matriz de Preparação, um instrumento conceitual simples e poderoso, que mostra como se faz uma análise de risco numa negociação e o MIN – Modelo Integrado de Negociação, que dá uma visão global de todos os fatores que contribuem para o sucesso de uma negociação. Tenha presente que uma das piores coisas que pode acontecer é quando estamos negociando com uma pessoa extremamente competente e desonesta. Assim sendo, esteja preparado para o que der e vier e considere que mar tranquilo não faz bom marinheiro. Mais ainda: quem só sabe navegar em mar de almirante, está fora do jogo.

FONTE: administradores.com.br – J. Augusto Wanderley

Porquê as empresas perdem seus melhores talentos?

 

Porquê as empresas perdem seus melhores talentos?

 

Muitas empresas parecem viver um estágio de letargia, de hibernação. Durante meses, algumas vezes anos, envoltas em seu dia a dia acabam negligenciando um dos principais fatores de sucesso das empresas, GENTE! Costumo dizer que nenhuma empresa é maior ou melhor que as pessoas que nela trabalham, os colaboradores dão um duro danado todos os dias. Então porquê as empresas perdem seus melhores talentos a todo o momento? Porquê a motivação some repentinamente favorecendo o não atingimento de metas e ganhos de mercado?

(1) Colaboradores felizes ajudam as empresas a prosperar.

Ninguém é feliz somente por estar em algum lugar, pessoas felizes fazem parte de algo, sentem-se de fato úteis e colaborando, não apenas seguindo ordens, mas contribuindo de forma proativa, sendo ouvidas, compartilhando conhecimento e principalmente entendendo claramente o que estão fazendo e para onde estão indo. Negligencie esta equação simples e lá se foi mais um talento da empresa.

(2) Afinal qual o meu papel nesta empresa e onde posso dar meu melhor?

Muitos gestores não dedicam o tempo necessário para montar o Job description de suas áreas, muito menos no momento que recorrem ao RH, empresas de recrutamento e seleção ou headhunters para vagas mais seniorsDefinir o Core Business da área que atua é fugir da armadilha de ficar enrolado numa montanha de projetos que muitas vezes não deveriam nem ter começado.

É muito comum um colaborador, novo ou não, esbarrar em tarefas ou atividades que nada tem a ver com o Job description que os atraiu, muito menos com a entrevista que participaram. Para ampliar o quadro para pior, equipes constituídas e em pleno vôo se deparam com informações e diretivas contraditórias tirando muitas vezes o chão de quem estava performando, pronto para dar o melhor de si na finalização e consolidação de seus projetos.

Tenho acompanhado grupos de profissionais que voltam para casa todos os dias se perguntando de o porquê estarem envolvidos em determinados projetos e o quanto contraditório tem sido a atuação de suas áreas entre o que se fala e o que se pratica.

Vejo profissionais mergulhados em infinitas reuniões, uma após a outra onde em mais de 70% dos casos, tecem comentários do tipo: “Que perda de tempo, reunião chata e sem propósito, finalmente vou sentar na minha mesa para fazer o que precisa ser feito, passo a maior parte de meu tempo útil de trabalho montando apresentações para falar a mesma coisa ou justificar o que já se sabe…” Estas e outras questões permeiam o pensamento dos colaboradores 24 horas, 7 dias por semana.

(3) Autoritarismo e arrogância são mais comuns do que se imagina.

A correria do dia a dia, distrações, pressões por resultados, questões pessoais, falta de preparo profissional, medo, ego, a lista é enorme. Estas e outras, são as principais razões de tanto autoritarismo e arrogância dentro das empresas e de todas elas eu diria que o ego é o principal aniquilador de talentos. É incrível como muitos profissionais tem a síndrome do Bozó (personagem de Chico Anísio), muitos, da noite para o dia mudam de forma drástica. Antes colegas leais e participativos, agora acreditam que devem assumir uma nova postura, mais parece que ascenderam para uma casta nobre perdendo a chance de se tornarem ótimos colegas e talvez grandes líderes.

Outro grupo bem conhecido são os experts. Conhecidos como dominantes de suas próprias verdades, alguns, chegam ao extremo quando diante de uma equipe com mais de duzentos colaboradores proclama seu conhecimento como soberano. Estes, acabam esquecendo que um pensa melhor que dois, dois melhor que três e assim por diante. Toda essa expertise vai ralo abaixo logo que percebe, que já que ele sabe tanto, 100 de sua equipe andam em marcha lenta, outros 50 ainda não entenderam nada e os outros 50 literalmente estão de braços cruzados esperando o circo pegar fogo. Autoritarismo e arrogância são um espelho que só reflete a autoimagem de quem vê somente a si próprio, sem perceber que ao quebrar o espelho é somente sua autoimagem que se desfaz e lá se foi mais um chefe insuportável e muitos talentos no meio do caminho.

(4) Feedback do medo

Simples assim, você deve viver isso na pele, basta falar em feedback e todos começam a tremer, ainda mais quando vem recheado de uma técnica de feedback que inicia elogiando e começa de verdade com MAS… Não é nada raro no ser humano enfatizar o erro ao invés de valorizar os acertos. Feedback deveria ser diário e de preferência positivo pois ninguém gosta de ser o patinho feio, as pessoas gostam de se espelhar em vencedores, não em perdedores. Feedback mal feito é como uma praga, só dissemina o terror.

(5) Quem aponta erros é punido ou banido

Como Vincente Falconi aponta, a política de enfrentamento pode ser mais positiva que parece. Quem aponta os erros é punido, quem fica na zona de conforto é premiado. Tudo errado, uma equipe forte é exatamente uma equipe de autocrítica, claro quando bem dosada, muitos tem a síndrome da Hiena do desenho da Hanna Barbera “Oh vida Oh dor” Uma vez nesse círculo só reclamam e nada constroem.

(6) Aniquiladores da criatividade

Não muito raro aparece aquele funcionário com uma ideia que imediatamente é rebatida, aquele funcionário ou equipe que apresenta um projeto de produto que utiliza a captura de imagens por exemplo de forma digital e a empresa sentada encima de sua história rebate: Isso canibaliza nosso negócio”. Parece brincadeira mas foi o que aconteceu na Kodak. A câmera digital foi criada dentro da Kodak e hoje a empresa se resumiu praticamente a pó.

(7) 10, 15, 20 anos de empresa e uma medalhinha

Vejo muitas, mas muitas empresas laureando seus colaboradores. Uma festa, um diploma, uma medalhinha de ouro. Foram anos de dedicação e resultados, nada mais justo que fazer uma média de pontuação de desempenho em todos esses anos e dar uma engordadinha no bônus para que o colaborador possa levar a família para gozar umas boas férias ou comprar algo que deseja a muito tempo. Medalhinha é nada mais que dizer; Obrigado você não fez nada além de sua obrigação!

Afinal reter talentos para quê?

Porque é o capital humano da empresa, são nossos melhores colaboradores, nosso capital intelectual. É verdade, mas talvez ao invés de reter talentos simplesmente as empresas eliminassem de vez com o que já é sabido de todos. Nada do que foi dito acima é novidade, faz parte do dia a dia dos profissionais e das empresas, que tal disseminar uma cultura realmente onde a meritocracia seja aplicada, onde favoritismos sejam eliminados, onde profissionais qualificados sejam reconhecidos, onde a missão e valores da empresa de fato estejam presentes e não simplesmente nos cartazes nas paredes da empresa. Onde os funcionários desempenhem suas funções conscientes de que eles precisam, e muito fazer sua parte, de que não é papel apenas da empresa criar os meios e fazê-los manter mas sim de todos os envolvidos, acionistas, gestores e colaboradores.

Ninguém abandona terreno fértil e próspero, agradável e enriquecedor, ninguém abandona a empresa dos sonhos. Precisamos acordar para o fato de que estamos olhando na direção errada, criando plano após plano para reter pessoas quando na verdade devemos atacar as causas e não os sintomas que nos fazem perder talentos todos os dias.

 

FONTE: Ricardo Abiz – Looking for a company that will catch my eyes – Procurando a empresa que faça meus olhos .

A ciência confirma: quanto mais café você bebe, mais tempo você vive !

 CAFÉ É UMA DAS MAIORES FONTES DE ANTIOXIDANTES DO MUNDO

Quando a água quente passa através dos grãos de café durante sua preparação, as substâncias neles contidas se misturam com a água e se tornam parte da bebida.

Algumas dessas substâncias são bem conhecidas, como a cafeína, mas há também centenas de outros componentes, muitos dos quais a ciência ainda tem de identificar.

Muitos desses componentes são antioxidantes, os quais, como o nome diz, protegem nossos corpos da oxidação – ou seja, evitam que radicais livres danifiquem moléculas do corpo.

Acredita-se que a oxidação é um dos mecanismos por trás do envelhecimento e de doenças comuns como câncer e problemas no coração.

O café, acredite se quiser, é a maior fonte de antioxidantes na dieta ocidental, desbancando frutas e vegetais neste ranking.

Quando você está presenteando a si mesmo com uma xícara de café, você não está apenas ingerindo cafeína, mas também um amontoado de outras substâncias benéficas para a saúde, incluindo esses poderosos antioxidantes.

Vários estudos mostram que pessoas que tomam café vivem mais que aqueles que não o fazem

 

grãos de café

 Há numerosos estudos mostrando que quando se bebe café, o risco de morte por algumas doenças graves diminui.

Um estudo inovador, o mais completo de sua categoria, foi publicado pelo New England Journal of Medicine (Freedman ND, et al. Association of coffee drinking with total and cause-specific mortality. New England Journal of Medicine, 2012.)

Neste estudo, 402.260 pessoas entre 50 e 71 anos foram questionadas sobre seu consumo de café.

Os resultados foram bastante inesperados: após acompanharem essas pessoas por quase 13 anos, aqueles que tomaram mais café tiveram um risco de morte significamente menor comparado às pessoas que não tomaram ou tomaram menos café.

gráfico risco de morte café
 

Conforme mostrado no gráfico, quanto mais café as pessoas beberam, menor foi seu risco de morte.

O ponto ideal é entre 4 e 5 xícaras de café por dia, onde homens apresentaram uma redução de 12% no risco de morte, enquanto mulheres mostraram uma redução de 16%.

Beber 6 ou mais copos de café diariamente não trouxe nenhum beneficio adicional.

Contudo, até o consumo moderado de café (1 xícara) foi associado a uma redução entre 5 e 6% do risco de morte, mostrando que até mesmo uma pequena quantidade é suficiente para provocar um efeito considerável.

Embora tais números pareçam pequenos, isso pode ter implicações para milhões de pessoas, visto que o consumo do café é extremamente difundido.

Quando os estudiosos analisaram especificamente as causas da morte, descobriram que as pessoas que tomavam café eram menos propensas a morrer de infecções, lesões e acidentes, doenças respiratórias e cardíacas, infarto e diabetes.

Tais benefícios não foram atribuídos à cafeína, pois tanto o café comum quanto o descafeinado apresentaram o mesmo efeito.

Esse é um estudo observacional, sendo assim, não se pode provar que, necessariamente, a redução o risco de morte foi causada pelo café. Porém, é uma afirmação que o café NÃO é um vilão para saúde, como se diz por aí.

Por mais que o café tenha sido demonizado no passado, agora sabe-se que é uma das bebidas mais saudáveis do planeta.

Moral da história

 

Tome entre 4 ou 5 xícaras de café por dia e aumente sua expectativa de vida.
E você, quantas xícaras toma por dia?
PS: use adoçante ao invés de açucar.

Fonte: https://www.segredosdanutricao.com.br/  Mariê Mazer.

5 dicas de marketing pessoal para quem é tímido

5 dicas de marketing pessoal para quem é tímido

Sem marketing pessoal não há como conquistar o sucesso. Um empreendedor que não tem facilidade para vender produtos e serviços pode contratar alguém com essa aptidão. Mas na hora de mostrar suas qualidades, não há quem possa fazer isso por você.

 

 

1) Use as mídias sociais
Se o empreendedor tem dificuldades para abordar pessoas e puxar um assunto, o uso das mídias sociais é uma boa opção. O usuário que lê as suas respostas no Facebook não vê você gaguejando ou suando frio. Além disso, é mais fácil demonstrar simpatia. Vale ressaltar que nem sempre essa abordagem online é a melhor – há assuntos que devem ser discutidos pessoalmente.

2) Ensaie seu discurso
Qualquer sinal de nervosismo pode ser atenuado se o empreendedor souber do que está falando. Quando você tiver uma reunião importante ou uma apresentação, ensaie o seu discurso. Outro bom exercício é pensar nas perguntas que podem ser feitas e preparar respostas para os questionamentos. Dessa forma, a chance de você ser surpreendido é menor.

3) Não omita a sua timidez
Um empreendedor tímido com um bom marketing pessoal não necessariamente esconde sua introversão. Na verdade, o segredo é mostrar que a timidez não atrapalha, mas não omiti-la totalmente. Pode ser que um investidor ou parceiro comercial valorize essa característica – afinal, pessoas tímidas têm maior capacidade de concentração e não perdem tempo com conversas supérfluas.

4) Conheça seus limites
Alguém tímido nunca mostrará ser a pessoa mais extrovertida do mundo.  Por exemplo, Jarvis – que se considera introvertido, mas reconhece ter um bom marketing pessoal – não tem problemas em falar para um número limitado de pessoas. No entanto, quando a audiência é grande demais, o colunista prefere ficar em casa. Pode ser que você consiga falar em público, mas não suporte a ideia de aparecer em um vídeo institucional. Há limites. Conheça os seus.

5) “Recarregue”
Jarvis recomenda que um empreendedor mais calado, mas que faz muito marketing pessoal, é importante reservar um tempo para “recarregar suas baterias de timidez”. Para o colunista, quem é introvertido deve ficar sozinho por um tempo, seja lendo, vendo um filme ou caminhando pelo parque. Ele afirma que, após horas de conversa com desconhecidos, o melhor é buscar a reclusão.

FONTE: http://revistapegn.globo.com/

O QUE NÃO DIZER EM UMA NEGOCIAÇÃO

  O que não dizer em uma negociação?

conheça expressões proibidas na hora de convencer um cliente ou um parceiro comercial

 

1. “Entre”: Em uma negociação, a expressão “entre” pode gerar dúvidas por não trazer precisão à informação, pois quando usada nesses momentos, permite que as partes abusem dos prazos ou dos preços.

2. “Acredito que estamos chegando a um acordo”: A ansiedade por concretizar negócios faz com que muitos empreendedores digam essa expressão quando estão próximos de aceitar os termos do acordo. Esse anúncio pode fazer com que a outra parte interessada na negociação perceba a sua fragilidade e acrescente novos termos de acordo.

3. “Por que você não sugere os números da negociação?”: Pesquisas recentes mostram que o resultado de uma negociação é próximo ao primeiro valor sugerido por uma das partes durante a reunião. Para não perder o negócio, procure, sempre que possível, oferecer o primeiro número.

4. “Eu sou o responsável pelas decisões finais”: Para conseguir fazer uma boa análise das propostas sugeridas durante uma negociação é importante que as partes não saibam que é você empreendedor, quem responde pelas decisões finais da empresa. Caso seja necessário, você poderá ganhar tempo se tiver a necessidade de consultar outra autoridade na empresa, como um sócio ou membro do conselho.

 

 

Fonte: http://revistapegn.globo.com

Desconfiança em relação à economia brasileira aumenta 142%

Desconfiança em relação à economia brasileira aumenta 142%

Percepção negativa é um dos principais resultados do Capital Confidence Barometer, estudo da Ernst & Young (EY), que ouviu 1.600 executivos de alto nível de 54 países

 

 

A desconfiança com relação à economia brasileira quase triplicou no último ano. É o que aponta o “12º Capital Confidence Barometer”, estudo realizado pela Ernst & Young (EY). A pesquisa ouviu 1.600 executivos entre CEOs, CFOs e COOs de 54 países, sendo 86 brasileiros, entre fevereiro e março deste ano. De acordo com o levantamento, 46% dos entrevistados acreditam que as perspectivas são de declínio na economia no País. Esse percentual era de 19%, em abril do ano passado, e de 40%, em outubro.

“O atual momento da economia brasileira e as incertezas dos ajustes macroeconômicos promovidos pelo governo federal são os principais responsáveis pela piora na percepção dos entrevistados. Como resultado dessa visão negativa com relação ao cenário nacional, o Brasil deixou de ser um dos cinco destinos prioritários em fluxo de investimento global” diz Gustavo Vilela, sócio de Transações da Ernst & Young (EY).

Apesar do cenário adverso, as empresas devem focar em crescimento nos próximos 12 meses. É o que afirmam 55% dos entrevistados, um crescimento de 35 pontos percentuais em comparação com o resultado registrado em abril do ano passado. Corte de custos e ganho de eficiência deve ser a prioridade para 35% das companhias, contra 45% do último levantamento. “Manter a estabilidade” e “Sobreviver” fecham a lista com 5% cada. Em abril do ano passado, os índices eram de 30% e 5% respectivamente.

Embora o foco da maioria das companhias seja o crescimento, a redução de custos se tornou um tema central da agenda das diretorias. Além disso, uma porcentagem considerável de executivos (28%) considera as Fusões & Aquisições (M&A, na sigla em inglês) como parte importante da estratégia de expansão do negócio.

As operações decorrentes do movimento de desinvestimento que deve acontecer em alguns setores ao longo de 2015 é uma das principais razões para esse bom momento da área de M&A. De acordo com Vilela, a redução do valuation gap também deve contribuir de forma significativa para esse cenário. “Essa diminuição é resultado, principalmente, da piora da conjuntura econômica combinada com aumento de taxa de câmbio que reduz o valor dos ativos em dólar.”

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Prova disso é que o apetite das empresas brasileiras por aquisições se manteve estável nos últimos seis meses. Quase metade dos entrevistados (44%) afirmou que deve manter a atual política na área de Fusões & Aquisições. A única mudança se daria no número de operações no pipeline nos próximos 12 meses, o qual, segundo 66% dos executivos, deve ser revisado para baixo.

Com objetivo de garantir seu crescimento, as empresas devem investir, principalmente, em Pesquisa & Desenvolvimento e no uso inovador da tecnologia. A expansão para novos mercados e geografias ganhou importância para os empresários brasileiros ao longo do último ano. A mudança é decorrente, provavelmente, da desaceleração da economia nacional e do crescimento apresentados por outros países da América Latina.

No entanto, a percepção negativa com relação ao cenário econômico brasileiro já começa a impactar as estratégias de negócio e gerar desaceleração de alguns aspectos, como a geração de novos postos de trabalho. O estudo indica que o número de executivos que espera criar vagas de empregos caiu significativamente, passando de 38%, em outubro de 2014, para 15%, em abril deste ano. No entanto, isso não deve significar aumento no número de demissões, isso porque, 72% dos entrevistados espera manter os atuais quadros de colaboradores e apenas 13% acredita que fará cortes. Em outubro do ano passado esses percentuais eram de 39% e 23% respectivamente.

 

FONTE:Administradores

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